Como ela chegou em casa...

Hoje recebi um comentário da Mariane (que por sinal poderia me deixar o e-mail para nos correspondermos), pedindo para que eu contasse como a Pink veio parar na minha vida. Vamos lá.
Eu já tive uma cachorrinha quando eu era pequena: a Sorana. Ela era a coisa mais gostosa do mundo. Vou publicar a foto dela qualquer dia.
Por causa da Soro, como era carinhosamente chamada, sempre quis ter cachorro mas minha vida de casada + vida profissional não trazia esta possibilidade.
Há cerca de 2 anos minha vida mudou radicalmente: fiquei sozinha, perdi o emprego e fiquei meio deprê com a situação toda. Conclusão: talvez fosse momento de comprar um cachorrinho prá me fazer companhia.
Eu penso muito antes de tomar uma decisão e não foi diferente com a Pink.
no dia 16/12/2007, sem nenhum comprometimento, fui passear no shopping Aricanduva e o Gustavo, filho do Rodrigo, quis que eu fosse até o pet shop ver os cachorrinhos nas gaiolinhas. Quando olhei dentro dela vi diversos poodles, 1 daschshund e 1 basset. Todos eles correram até um potinho de ração que estava no centro da gaiola, menos a coisinha pequenina mais linda deste mundo: a Pink!
Ela me olhou e veio correndo em minha direção, para eu mexer nela. Me lambeu, me cheirou e abanou aquele rabinho tiquitinho prá mim...
A moça do pet abriu a tal gaiola e a Pink pulou no meu colo, deitou a cebecinha no meu ombro... e foi amor a primeira vista !
Não perguntei se era menina, menino, se ia crescer, características da raça, se latia, nada ! Só queria aquela coisinha linda prá mim.
E foi assim, no dia 16/12/2007 que minha vida mudou prá muuuuuito melhor.
depois disso eu acabei me empenhando em um projeto antigo de abrir uma assessoria de marketing e hoje trabalho em casa, só prá poder dar atenção máximaprá ela.

Eu conheci o que é efetivamente ser mãe de cachorro, ter um ser que te ama incondicionalmente e que te tráz as maiores alegrias da vida.











Agora me perguntam: Por que Pink ? Na verdade eu queria Penelope mas achei o nome longo demais. Como o Gustavo queria que eu dissesse o nome da pequena lá no shopping mesmo, acabei optando por Pink, no impulso, pois acho carinha de menina! E no fim das contas ela tem mesmo cara de Pink.

Nosso final de semana

Estamos de volta. Nosso final de semana foi ótimo!
Nem aconteceram tantas coisas doidas. Só o trivial: visitas noturnas na cama dos meus pais e na cama da titia, correrias de brincadeira, corridas à cama da vovó, ao sofá com mordidas ao vovô e ataques à titia...
Fomos passear no domingo e acabamos tendo que fugir da chuva. No final do passeio a chuva vinha chegando, torrencial. Tivemos que correr prá casa da minha mãe. A Pink deu o maior pinote comigo e com meu pai...
Uma coisa muito legal que ocorreu foi que a Pink não queria comer ração de jeito nenhum. Coisa suuuuuuper normal.
Minha mãe estava quase morrendo pois achou que a pequerrucha estava vivendo de brisa.
No domingo á noite decidi, pelo bem geral da nação, misturar na ração um pouco de queijo branco, que ela adora.
Safada, comeu todo o queijo e deixou a ração, toda espalhada em volta do potinho.
Eu, catei o tal pote, devolvi dentro deles a ração, levei pro sofá e tentei dar uma a uma a ração.
Bom, num determinado momento a Pink escutou o interfone do vizinho e pensou que tinha sido na casa da minha mãe. Aí ela ficou na porta, esperando "quem ia chegar". Com dó, decidimos fazer uma simulação: a Jul saiu para o hall, demorou um pouquinho lá fora e depois tocou a campainha, com a finalidade de "fingir que estava chegando" e a Pink ficar feliz.
A felicidade foi tanta com a "chegada" da minha irmã, que a picolina se pôs a correr e depois subiu no sofá e começou a comer a ração, desesperadamente, feito uma doidinha, só prá mostrar prá minha irmã, que aplaudia o feito, que ela podeia comer tudinho. Linda !

Obs.: comer silica gel faz mal à saúde do cão ? se fizer, já foi porque ela comeu hoje...

Estamos pegando estrada de novo...

Vamos aproveitar as férias da tia Jul e ir de novo prá Lindóia... delícia !
Vamos ver que histórias teremos prá contar na volta.

Gentem... preciso de uma máquina desta !

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Já imaginou eu não tem mais que jogar a bolinha, prática esta que acontece 3 vezes ao dia (manhã, tarde e noite) cerca de 523 tacadas/vez ? Seria uma maravilha.
Eu poderia voltar a fazer tricô, assistir minhas séries favoritas sem interrupções "bolísticas" nem ficar com a garganta doendo de tanto falar: "é um, é dois, é três... é três, é já !" e lá vai a rebenta saltitante prá perto da porta da sala...
Suênia, obrigada pela sugestão.

Brincadeiras á parte, olha que coisa mais fofa o cachorrinho não só sabe exatamente onde colocar a bola na máquina como sabe quando ela vai jogá-la. Eles são tão inteligentes, né ?

A Pink mordeu mais um...



Nossa ! Mais uma vez vou contar que a Pink mordeu uma pessoa. E pior: foi minha irmã. Coitada dela, tá com o lábio cortado por dentro e por fora.
O que aconteceu foi o seguinte: eu ontem tinha uma reunião na Vila Madalena e iria passar, provavelmente, a tarde toda fora. Como a Jul tá de férias optei por verificar se ela queria que eu deixasse a Pink lá, porque assim ninguém ficaria sozinha.
Bom, na hora de sair prá reunião a Jul foi abrir o portão para eu sair. Quando ela voltou prá dentro da sala, sozinha (sem mim) a Pink ficou nervosa e brava e avançou nela, mordendo o rosto. Cortou dentro e fora... Depois ela ficou triste, se auto-colocou de castigo.. ficou super arrependida !
As duas se entenderam no final mas fiquei super chateada quando voltei da tal reunião e vi minha irmã com os lábios cortados.


Lista de pessoas que a Pink já mordeu:
Eu, claro ! Por duas vezes.
O moço na minha rua.
O cachorro que avançou nela no museu.
A moça da limpeza do museu.
O Heros no dia do aniversário dela.
A tia Vilma (2 vezes...) no dia que fomos no Villa Lobos e no dia do aniversário dela.
O Kin - cachorro da vizinha que queria fazer amizade com ela.

Espero que esta seja a lista final !

Bolt - O supercão

Paguei o maior mico ontem. Desta vez a história será minha: eu e a Jul fomos assitir Bolt- O Supercão no cinema. Nós duas queríamos muito ir porque nos parecia bastante interessante e engraçado.
Mal o filme começou já me deu um nó na garganta. O tal cãozinho estava guardadinho numa gaiolinha e de repente deu aquele bocejo delicioso, que enrola a língua prá fora da boca e parecia a picopico... depois ele foi escolhido dentre diversos animaizinhos pela Penny, sua dona tão amada e tão carinhosa. Quando vi aquilo já fiquei com os olhos cheios de lágrimas de lembrar da minha Pink lá, na gaiolinha, sozinha... e quando ela me viu "me escolheu" prá ser mãe dela. Urgh!
Num determinado momento do filme o cachorro se perde da Penny e passa alguns perrengues na rua... e eu, claro, chorando!
Quase no final do filme, quando eles se reencontram (sorry! por contar o final do filme mas enfim, já era de se esperar porque nenhum autor em sã consciência faria um desenho animado infantil terminando em tragédia, né ?) então, quase no final do filme o local onde a Penny está se incendeia e o Bolt vai salvá-la. Eles não conseguem sair do lugar por causa do fogo e da fumaça então ela desmaia e ele opta por deitar ao ladinho dela, só prá proteger a menina que ele ama tanto. Meeeeeeeeeeeu Deus ! Quando o tal Bolt se chamega do lado da menina, chora um pouquinho e fecha os olhinhos, minha vontade era de chorar alto de tanta lágrima que me saía.
Nesse momento olhei prá minha irmã e disse:- Nossa ! Acho que nunca mais vou conseguir parar de chorar!
Claro que quando saí do cinema tava de olhos inchados, nariz vermelho... parecia que eu tinha ido assistir um romance trágico onde a mocinha não fica com o mocinho porque ele morre no final.
A Jul falou que enquanto eu chorava parecia que na tela estava passando o Ghost, do outro lado da vida, naquela hora em que a Demi Moore vê a moeda subindo "sozinha" pela porta...
Bom, percebi que mãe sofre calada mesmo, de saudade de sua cria ! Minha lindinha Pink.

Olha que bagunça



Chego eu em casa, cansada por ter ficado horas esperando para ser atendida no médico, pego trânsito... entro em casa e sou recepcionada por esta pessoa ao lado... com isto na cara!
Pronto! Logo penso: -Meu Deus, o que será desta vez...





Entro no meu escritório e dou de cara com esta cena...
A Pink ficou feliz da vida com o feito heróico... pulou, virou de barriguinha prá cima. Resumindo: ela estava achando a tal cena grotesca a obra de arte mais linda que ela já havia feito prá mim. Era exatamente esta a sensação que eu tive: ela está me mostrando a coisa linda que ela fez prá mim!!!
Deitou em cima das fibras, se esfregou, cavocou.
Mais tarde, quando olho com mais afinco todo aquele lixo, encontrei a capa da minha agenda de 2008 toda detonada, o cartão com o telefone da minha psicóloga e um santinho. Sério. De Santo Expedito. Dito o santo das causas impossíveis !!! Ilário, vai ?

Tem fotos que precisam ser publicadas...

Olha essa foto com a Pink dormindo... eu tirei logo que o despertador tocou e ela estava com a cabeça enfiada no meu travesseiro (obs.: dividimos o mesmo travesseiro!)
Esta foto a seguir, ela esta olhando para o pauzinho, um dos brinquedinhos favoritos mas olha estas orelhinhas caídas, que coisa mais fofa! Ao lado, um dos momentos "frio" da Pink.
Olha a pose prá tirar foto, no sofá, de blusinha lilás nova, que a vovó deu!
Abaixo: a assaltante de caixas de papelão, uma foto da bunda mais linda, de suricato e o plastiquinho do tênis, que ela adorou.

Bocejo...

Em homenagem à minha irmã, que ri muito quando olha esta foto, posto minha realidade: de duas, uma: ou eu estava realmente com sono ou estava achando que o passeio estava o maior marasmo. Isso que momentos antes a Pink tinha caído no fosso, hein ?
Bom, sinal de que eu fiquei realmente relaxada nas minhas férias !

Ano Novo, vida nova !


Minha grande preocupação na passagem de ano eram os fogos de artifício. No ano passado ela era pequenininha demais então este seria o primeiro ano em que eu poderia ter noção do que ela sente com os barulhos.
De qualquer forma eu achava que não seria problema nenhum... e não foi!
Ela apenas latiu muito porque cismou com algumas pessoas que comemoravam a chegada do ano lá no primeiro andar e aí latiu bastante para eles, que até acharam divertida aquela situação.
Ela estava muito feliz e eu também. Dizem que os cães sentem o que os donos sentem então, com certeza, ela irradiava alegria prá todos os lados.
Ano novo, vida nova, com certeza!

No almoço de ano novo nos divertimos à beça com a visita da Mari e da Bia.
A Pink, claro, queria correr muito ou morder alguma delas. Nem importava onde. Só importava morder ! rs

De volta a São Paulo - passeio no parque

Nosso primeiro dia de volta à nossa casa...

O sol rachando lá fora... decidimos ir ao museu do Ipiranga.

Tivemos companhia para ir ao museu e acabamos almoçando por lá.

Primeiro fomos a uma padaria comprar lanches, sucos e água. Na porta da padaria a surpresa: uma pulga passeando sobre o corpinho fofo da minha bebê. Isso nunca tinha acontecido! Ela não sabia o que era uma pulga. Vou ser sincera: to meio encanada com essa história porque não sei de onde veio o tal maligno inseto.

Fomos até as escadarias de pedra, perto da estatura “sentada” pois poderíamos comer nossos lanches em paz, enquanto a Pink, sem coleira, se deliciava com sua liberdade de andar sozinha.

Ela estava tão feliz com o passeio: correu, cheirou à beça, andou pelo meio das plantas... e o melhor: cavocou na terra. Ela nunca tinha passado pela experiência de cavocar a terra, de verdade... ela fez um buracão!

Ela estava tão feliz com a experiência (e eu também, claro!)

Parecia um suricato... até filmei, tirei fotos... imagens estas que estão a seguir.

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NATAL 2008



Presentes da Pink

A Pink ganhou diversos presentes de Natal... achei tão simpático da Márcia, da Erica de Franca e do Erik darem presentes pra ela! Ela ficava radiante a cada novo brinquedo que ganhava e elegia aquele como o preferido do dia...

A Erica deu um brinquedo (um inseto fofo mastigável), uma bandana de Natal (que poderá ser usada em outras ocasiões) e um colarzinho rosa, que ela até já usou.




A Márcia deu um brinquedo mastigável em forma de coxa de frango, que foi logo detonado. A foto que vou publicar é do brinquedo inteiro porque agora, a parte do osso, não existe mais. A tal coxa tinha um apito que ela engoliu...



O Erik me apareceu aqui com uma vaca redonda, em formato de bola de beisebol, com um rabo fino bem comprido. Muito engraçada. Ela adorou o rabo comprido do tal bichinho.








O mais inusitado dos presentes, na verdade, não foi pra ela: eu comprei um osso enorme para dar para a Belinha (cachorrinha de 40kg da minha tia). Como no domingo minha tia veio almoçar comigo, resolvi entregar o tal mimo, que já estava aqui em casa guardado há alguns dias.

Quando a Pink viu aquele osso, daquele tamanho gigante, com um laço vermelho, pronto pra ser devorado, ela começou a chorar e a uivar bem baixinho. Fez aquela cara de pobre coitada, que a mim não convence mais, e olhava fixa para a minha tia, com a intenção de pedir encarecidamente o tal osso.

Minha tia não teve outra coisa a fazer a não ser dar o tal osso pra Pink, com a justificativa de que ela “queria muito”. Ai que vergonha. Minha tia devolvendo o presente que dei pra Belinha só porque minha bebê não sabe dividir as coisas com os outros.

Bom, esse osso vai aparecer em algum outro momento desta história porque ele rodou à beça.


De amigo secreto ela tirou a vovó e a vovó tirou ela, que ganhou um saquinho de petiscos de frango da Keldog, que ela adora + uma bolinha cor de rosa com uma corda presa no meio, que ela adorou mas destruiu instantaneamente.


De Natal ela ganhou duas camisetas fofas, uma lilás e uma azul, respectivamente dos avós e da titia.



Eu dei pra ela uma vaquinha de pelúcia fofa, que já foi arremessada, sacudida e mordida muuuuitas vezes.


A viagem

Fomos "tomar banho" na Cobasi antes de sair, com a finalidade de ir bem cheirosinha prá casa da vovó.

Quando fui pegá-la lá estava ela, toda medrosa e tremendo mas lindinha, de brinquinhos.... Tava tão fofa !





Ir para Lindóia sozinha com a Pink foi super sossegado. Dei muito certo o apetrecho que comprei para segurar o cinto de segurança pois ficou bem mais confortável para ela ir de cinto mas sem perder a mobilidade.

Ao contrário do que imaginei, ela não dormiu nada nas 3 horas que demoramos pra chegar lá. Tudo fazia ela ficar atenta: os caminhões e ônibus que passavam, a chuva, os carros rápidos... tudo !

Paramos 3 vezes na ida e 3 da volta para dar uma esticada nas pernas, tomar água e fazer xixi. Fora a primeira alternativa, as demais não aconteceram.

Quando chegamos lá ela não acreditava na quantidade de pessoas que ela adora que estavam esperando-a: logo de cara a titia e o vovô a receberam na garagem. Aquilo foi um festival de xixi homérico. Depois cheirou tudo a sua volta e logo se acostumou a nova casa. Fez tudo direitinho e nos devidos lugares. Só ração mesmo que ela não comeu nenhum dia. Também casa de vovó, sabe como é: o neto come besteira e faz o que quer e quando quer e na minha mãe não é diferente...


As coisas absurdas – passeio suicida



É lógico que aconteceram episódios inusitados mas o pior deles foi no dia 23, quando decidimos passear no laguinho. Este lugar é um lago, pequeno, cercado de gramado, flores, árvores e bancos. Ao lado comporta um pequeno centro de atividades esportivas com um canal central de água, que capta água da chuva na parte de cima, levando-a para o tal laguinho. Existe neste canal algumas depressões maiores que levam a água do lagão em direção ao Rio do Peixe, que corta toda a cidade de Lindóia, Socorro e região.

Acima deste canal, lindas pontes, bem pequenas e singelas, levam os visitantes de um lado para outro da margem.

Neste local existe quadra poliesportiva, um centro de convenções, área para descanso e caminhada.

Optamos por entrar neste parque, porque era fechado com grades e aí poderíamos soltar a Pink pra passear com mais liberdade.

Andamos cerca de 2 a 3 minutos com ela solta da coleira quando um pássaro Quero-Quero começou a piar, na intenção de defender um possível ninho de filhotes ali perto. Para evitar que ela mais uma vez fosse bicada por estes pássaros chatos (vide post http://minhapink.blogspot.com/2008/10/passeio-horroroso.html), optamos por passar em cima de uma das pontes e ir na outra margem do canal. Pra quê ! A Pink ouviu o tal passarinho aos berros do outro lado do canal e não deu outra: saiu correndo em disparada e pulou sobre o canal. Claro que ela não conseguiu ultrapassar para a outra margem e caiu lá dentro.

A cena nunca mais vai ser esquecida por nós três (Jul, pai e eu). Eu gritava “Pink, Pink” na intenção dela me ouvir e parar a tal carreira em que se colocou. Meu pai, saiu correndo atrás dela, saltou também dentro do tal canal afim de retirar e pequenota de lá de dentro. Foram 5 segundos de pura angústia porque ela pulou perto demais dos grandes canos que levam uma grande quantidade de água para os lagos e depois envia para o Rio do Peixe.

Por uma sorte divina, onde ela pulou (e consequentemente meu pai) não tinha quase água e por isso o resgate se deu de uma maneira mais fácil.

Mas não dá pra conceber como a minha baixotinha, com 20cm de altura pôde saltar dentro de uma vala de 1,60m de altura (no mínimo) e não torcer nem quebrar nenhuma das patinhas.

Meu pai me deu ela no colo e mesmo assim ela se sacudia, na intenção de se soltar dos meus braços e ir em direção ao Quero-Quero. Decidi então ir novamente para a margem onde o passarinho se encontrava e soltar a Pink, que correu muuuuuuuuuuuito atrás do tal fedelho chato.

Quando ela voltou pra mim, decidimos sair do tal “parque assassino” e andar livremente apenas em volta do lago e mesmo assim, com táticas planejadas pelo exército: meu pai ia na margem do lago, a Jul na calçada e eu de coelho, afim de evitarmos qualquer contratempo.

Quando voltamos pro apartamento e contamos nossa aventura suicida, minha mãe quase teve um treco porque contamos todos os detalhes sórdidos e ainda fazíamos altas análises de como o tal salto havia se dado e de como tinha sido um milagre não ter acontecido nada com a Pink.


As coisas absurdas – visitas noturnas

Em todas as noites aconteceram passeios noturnos. A Pink acordava e saía calmamente em direção aos quartos dos meus pais e da Jul com a finalidade de revê-los e fazer amizade. Primeiro ela passava pelo quarto da minha irmã, porque sabia que além da festa que fariam juntas, ainda teria a oportunidade de “solicitar” a abertura da porta do quarto dos meus pais.

Minha irmã repetiu esta rotina durante as 6 noites em que lá ficamos, umas 3 a 4 vezes.

E o pior é que ai da minha irmã se não abrisse a tal porta! A Pink chorava, arranhava, batia o super osso dela na porta e aí, mais ninguém sossegava nem dormia.

O remédio era abrir as portas e permitir que a picolina subisse nas camas, sobre os corpos dormentes das pessoas, que mal sabiam o que estava acontecendo e fossem atacadas com lambidas na boca e mordidas no nariz, além, é claro, de várias rabadas e pisoteadas...

Todos, sem exceção, que não estão acostumados com este sono sem tranquilidade, estavam ficando exaustos ao longo dos dias porque não descansavam o suficiente à noite. Ela, hã, claro que ficava bem porque depois de acordar a todos às 5h30 praticamente todos os dias, deitava-se no colo de alguém e tirava um soninho extra.

As coisas absurdas – latidos e mais latidos


Ela simplesmente cismou que ninguém deveria utilizar o hall do apartamento dos meus pais então, fosse a hora que fosse, se alguém utilizasse a tal área "comum" era alvo de latidos fortes e constantes, até que a pessoa deixasse o local.

Cada vez que ela latia, se fosse de dia, todos se assustavam; se fosse à noite, acordava todo mundo...



As coisas absurdas – refeições

Todas as refeições, sem exceção, foram feitas no colo da titia, que mal conseguia comer seus alimentos com tranqüilidade.

A Pink simplesmente percebeu que estando ali ela poderia ganhar petiscos, tomates, pedacinhos de carne de todos então era ali que ela permanecia durante as refeições.

Ela só dava uma trégua pra minha irmã se fosse pra passear de uma cadeira à outra, com a finalidade de chegar em alguém que estivesse comendo algo mais suculento.

Ô cachorro chato!


As coisas absurdas – correrias

A Pink realmente acha que as pessoas que estavam lá em Lindóia eram “amiguinhas” dela e optava por brincar de correr e morder a todo instante.

Quando ela quer brincar e ninguém dá atenção, ela elege uma pessoa e late pra ela, até que consiga brincar.

O negócio é sair correndo e dar altas derrapadas pelo piso do apartamento, com direito a escorregões nos tapetes ou em cima das colchas das camas. E isso acontecia às 5h30, à 1h da manhã, às 17h ou às 23h... a hora que fosse.

Rsrsrsrsrs... acho que por isso todos estavam exaustos com a nossa visita... rsrsrsrs. A Pink não parava !


As coisas absurdas – noite de Natal e abertura dos presentes


A noite de Natal foi muito gostosa.

Jantamos (claro, com a Pink no colo da minha irmã) e depois abrimos os presentes. Falo “abrimos” porque foi isso mesmo que aconteceu: a Pink participou ativamente da abertura de todos os pacotes, seja entregando para o ganhador, seja mordendo os cantos dos pacotes, seja pisoteando os presentes embaixo da árvore, seja enfiando o focinho dentro das embalagens, seja arrancando, mastigando e comendo o durex... ela participou da abertura de todos.

O segundo presente que a picolina entregou estava num pacote dourado, que já vem com cola na parte de cima. Meu pai, o ganhador da tal lembrança, abriu o presente e deu o pacote pra ela, que insistia muito em pegá-lo. O que ela não esperava é que a cola atrapalhasse seu desempenho. Só sei que o tal pacote “colou” na patinha dianteira dela, que se desesperou em tentar tirar e acabou caindo do sofá, com o tal pacotinho colado. Ela não estava entendendo o que acontecia e nem como aquele pacote agora fazia parte de seu corpo mas, enfim, conseguiu se desvencilhar do intruso após tanto desespero.

Estava muito engraçado porque a cada nome anunciado ela ficava mais e mais empolgada com as coisas e exagerava mais e mais nas atitudes... em todas as fotos que tiramos têm ela de alguma forma. As fotos são ilárias.

Os presentes dela mesma não saíram nada bem nas imagens porque ela os pegava com tanta ânsia de rasgar o papel e pegar o que tinha dentro que todas saíram tremidas.

Mas, valeu! A abertura dos presentes, as fotos e a confraternização foram uma delícia.

A volta

Voltamos em paz e tranqüilidade pela estrada.

A Pink, novamente, não dormiu nada... de qualquer forma ela adorou a tal experiência e quando chegou em casa parecia que nunca havia saído. Cheirou bastante todos os cômodos, nossa cama, os sofás, tapetes mas loguinho já se readaptou com a casa “antiga”. Não tivemos nenhum problema de readaptação, que eu achei que ia acontecer.